Então chega aquele momento.
Os últimos dias têm sido presentes - não aquelas meias que a gente recebe de presente, no sentido de presença. As vezes me culpo por estar vivendo rápido demais e acabar perdendo momentos da minha vida e, estranhamente, quando um questionamento aparece, tudo parece andar menos depressa e ter mais significado.
Em meio a várias tretas de escola, barulho ensurdecedor e falta de compreensão, coloquei meus tampões de ouvido e comecei a me afastar do mundo de forma suave e compensadora.
13 setembro 2014
I can't think
10/09/2014
Faz muito tempo que não me dou o luxo de escrever livremente, sem compromisso de tirar mais de 2,5/5 em uma prova ou entregar uma redação em dia.
Com uma crise de rinite violenta e um calor arrebatadoramente repentino que deixa tudo em câmera lenta, a manhã foi uma das mais ausentes da minha vida.
12/09/2014
Já não sei mais o que estou fazendo ou o porquê de estar fazendo o que estou fazendo.
Sartre seguia a linha de pensamento que apontava que nossa liberdade de escolha, a consciência da responsabilidade sobre nossas decisões nos deixa angustiados constantemente - a ciência de que, por si só, decide sua vida e o meio.
Clóvis de Barros Filho traduz a felicidade como aquele momento em que você deseja que dure mais um pouco, ao contrário daquela vida onde se espera pelo fim de tudo. A potência de agir vem em acordo com aquilo que lhe dá prazer.
E eu, pensando cá com meus botões, interpretei essa potência de agir como consequência da escolha "certa" - que influenciou sua vida e seu meio de maneira positiva.
~bocejo~
Pois então.
13/09/2014
Faz muito tempo que eu não me sinto feliz.
A dor de cabeça leve e os olhos ardendo não passaram ainda.
Faz muito tempo que não me dou o luxo de escrever livremente, sem compromisso de tirar mais de 2,5/5 em uma prova ou entregar uma redação em dia.
Com uma crise de rinite violenta e um calor arrebatadoramente repentino que deixa tudo em câmera lenta, a manhã foi uma das mais ausentes da minha vida.
12/09/2014
Já não sei mais o que estou fazendo ou o porquê de estar fazendo o que estou fazendo.
Sartre seguia a linha de pensamento que apontava que nossa liberdade de escolha, a consciência da responsabilidade sobre nossas decisões nos deixa angustiados constantemente - a ciência de que, por si só, decide sua vida e o meio.
Clóvis de Barros Filho traduz a felicidade como aquele momento em que você deseja que dure mais um pouco, ao contrário daquela vida onde se espera pelo fim de tudo. A potência de agir vem em acordo com aquilo que lhe dá prazer.
E eu, pensando cá com meus botões, interpretei essa potência de agir como consequência da escolha "certa" - que influenciou sua vida e seu meio de maneira positiva.
~bocejo~
Pois então.
13/09/2014
Faz muito tempo que eu não me sinto feliz.
A dor de cabeça leve e os olhos ardendo não passaram ainda.
29 agosto 2014
As noites de sexta-feira são infinitas
Clima acirrado nas eleições.
Faz um bom tempo que não venho pro blog despejar qualquer tipo de baboseira que me passam pela cabeça. Em parte, quer dizer que não estou tão necessitada de um tempo de autoconsciência - o que pode ser bom pelo aparente equilíbrio e ruim se realmente só aparente. Já a outra parte quer dizer que encontrei algo que ocupe minha mente e me atrai a atenção - um objetivo uma esperança.
Minha última reflexão diz respeito às palavras - pense só. Uma vez que, desde o nascimento, somos estimulados pelo nosso idioma e nosso alfabeto, estamos limitados a eles. Saudade é a sétima palavra mais difícil de traduzir no mundo - identifica a falta que sentimos de algo ou alguém que se perdeu no tempo -,
Faz um bom tempo que não venho pro blog despejar qualquer tipo de baboseira que me passam pela cabeça. Em parte, quer dizer que não estou tão necessitada de um tempo de autoconsciência - o que pode ser bom pelo aparente equilíbrio e ruim se realmente só aparente. Já a outra parte quer dizer que encontrei algo que ocupe minha mente e me atrai a atenção - um objetivo uma esperança.
Minha última reflexão diz respeito às palavras - pense só. Uma vez que, desde o nascimento, somos estimulados pelo nosso idioma e nosso alfabeto, estamos limitados a eles. Saudade é a sétima palavra mais difícil de traduzir no mundo - identifica a falta que sentimos de algo ou alguém que se perdeu no tempo -,
30 julho 2014
Retrospectiva alunar
Cada período de férias é uma descoberta.
Na última 1 h e 17 min de férias, estou pensando o quanto elas são boas - um período onde você pode ser, de certa forma, livre de qualquer responsabilidade e realizar seus projetos pessoais sem pressão alguma. Claro que é um paraíso, se você permitir que seja.
Essas são minhas últimas férias da escola. Tenho pensado - nos últimos 5 segundos - o que eu gostaria de lembrar dessa época que muito dizem maravilhosa e inesquecível. Sinceramente, não tenho uma visão tão otimista dos meus anos de escola.
Fui uma traíra, aprendi a andar sozinha, me fizeram de capacho, aprendi que eu faço coisas que as pessoas não pediram e depois quero cobrar - atitude estúpida da minha parte.
A creche começou cedo, mas tudo o que eu me lembro dessa época é das danças que a gente fazia, de ter mordido a cara de uma menina, de ter aprendido a odiar rosa e o apelido "Lari", tudo porque já estavam sendo usados pela garota que mordi - ela me pegava no colo e eu não gostava nada. Lembro da diretora bebendo um ovo de cordorna, de alguém segurando minha mão junto ao lápis para que eu pudesse escrever e de ter bebido do bebedouro sem copo porque vi alguém fazendo isso - fui dedurada.
Na Pedacinho de Amor e na Sonho Colorido eu comecei minha "vida de estudante" e até me vem à memória um menininho colocando uma pequena flor na minha bolsa quando eu estava longe - mas, bem na hora de guardar a cena para sempre, eu olhei. Saí, olhei a flor, que tinha menos de 1cm e chamei uma colega para fazer uma das minhas primeiras zoeiras - falar para ela vir ver a flor que tinham colocado na bolsa dela. Fizemos isso com uma outra garota e, por incrível que pareça, aquilo era divertidíssimo. Minha mãe preparou um aniversário na escola no qual eu própria não comi o bolo, por vergonha.
Lembro do meu primeiro dia na "escola de gente grande". Entrar sozinha na sala com minha mochilinha e esperar na sala vazia. Me toquei que eu deveria procurar alguém, saí lá fora e vi as crianças brincando, mas acho que não socializei muito. Eu devia ter meus 5 anos e estava no Pré I.
Minha professora costumava morder a gente, algo que eu odiava e, além do mais, doía. Entretanto, ainda me recordo do carinho que ela tinha conosco.
Tive um momento de insegurança por não saber o alfabeto ainda, enquanto a sala parecia saber. Recusei o primeiro pedaço do bolo de aniversário de um menino porque fiquei com vergonha, depois espalhei que não gostava de bolo (MENTIRA).
Minha memória me leva às sextas do brinquedo, dia também de cantar o hino - que nunca aprendi -, ensaios de apresentação de dança e eleições de representante de classe. Me toquei que nunca fui uma, a não ser quando esse cargo era representado de acordo com o número da chamada - o felizardo o preenchia somente por uma semana. As pessoas consolando uma criatura que estava triste porque sua melhor amiga não votou nela, mesmo ela tendo votado na amiga.
As classes com, quase sempre, a minoria de meninas, apesar das mulheres serem maioria no mundo.
Incentivei as lutas de papel higiênico dentro das cabines do banheiro (todas entram nas cabines e começam a jogar papel eufóricamente), fechei portas por dentro e depois passei por baixo delas, para que ficassem fechadas sem ninguém dentro. Brincadeiras de "gato-mia" dentro da sala e no anfiteatro, sem maldade, meu ciúmes com amigas e minha incapacidade de andar sozinha. Provas com pura decoreba - que me renderam um momento de palmas e ser tachada de nerd pela professora -, minha mania irritante de bater nas pessoas e a influência de falar palavrão exageradamente.
Apesar de ter sido sempre muito quieta, falava demais. Um dia combinei com uma amiga que ela fosse ao banheiro (fingindo um descontrolável e repentino escorrimento de nariz provocado por um espirro), para que eu fosse depois. Nos encontramos, conversamos e, quando abrimos a porta, estava a professora com a cara dela olhando para nós, como quem diz "AHÁ!".
Nunca tive muitas amigas, geralmente uma só, com quem eu andava pra todo canto.
No dia do Halloween, quando todos se vestiam diferente, houve boatos de que levar mochila era desnecessário. Fui de bruxinha, contente, com a câmera de filme emprestada da minha mãe. Quando cheguei, todos estavam com suas mochilas - só eu não. Felizmente, os cadernos ficavam na sala e peguei um lápis emprestado. As fotos, entretanto, ficaram horríveis e queimadas - mas ainda tenho algumas.
Na aula de inglês, fiz a lição correndo e toda errada - e ainda emprestei pra copiarem -, tudo pra ganhar figurinha da professora. Ela percebeu que copiaram e não deu minhas figurinhas - talvez venha daí minha aversão às aulas dessa matéria.
Constatei com tudo isso que vergonha te faz perder bolo, que esse negócio de representante de sala é útil como iniciação de responsabilidade somente se todos tiverem a chance pelo menos por uma semana, palavrão é feio, não me dou bem com câmera de filme e que, se um dia eu for professora, nunca vou elaborar um sistema onde só os inteligentes ganham figurinhas.
Isso aconteceu por volta dos meus 3 aos 8 anos, antes da terceira série, que fiz em escola pública. Me rendeu boas memórias que ainda vou escrever, mas agora tenho de dormir, porque só me restam dois minutos de férias. (Na verdade, agora -7min).
Na última 1 h e 17 min de férias, estou pensando o quanto elas são boas - um período onde você pode ser, de certa forma, livre de qualquer responsabilidade e realizar seus projetos pessoais sem pressão alguma. Claro que é um paraíso, se você permitir que seja.
Essas são minhas últimas férias da escola. Tenho pensado - nos últimos 5 segundos - o que eu gostaria de lembrar dessa época que muito dizem maravilhosa e inesquecível. Sinceramente, não tenho uma visão tão otimista dos meus anos de escola.
Fui uma traíra, aprendi a andar sozinha, me fizeram de capacho, aprendi que eu faço coisas que as pessoas não pediram e depois quero cobrar - atitude estúpida da minha parte.
A creche começou cedo, mas tudo o que eu me lembro dessa época é das danças que a gente fazia, de ter mordido a cara de uma menina, de ter aprendido a odiar rosa e o apelido "Lari", tudo porque já estavam sendo usados pela garota que mordi - ela me pegava no colo e eu não gostava nada. Lembro da diretora bebendo um ovo de cordorna, de alguém segurando minha mão junto ao lápis para que eu pudesse escrever e de ter bebido do bebedouro sem copo porque vi alguém fazendo isso - fui dedurada.
Na Pedacinho de Amor e na Sonho Colorido eu comecei minha "vida de estudante" e até me vem à memória um menininho colocando uma pequena flor na minha bolsa quando eu estava longe - mas, bem na hora de guardar a cena para sempre, eu olhei. Saí, olhei a flor, que tinha menos de 1cm e chamei uma colega para fazer uma das minhas primeiras zoeiras - falar para ela vir ver a flor que tinham colocado na bolsa dela. Fizemos isso com uma outra garota e, por incrível que pareça, aquilo era divertidíssimo. Minha mãe preparou um aniversário na escola no qual eu própria não comi o bolo, por vergonha.
Lembro do meu primeiro dia na "escola de gente grande". Entrar sozinha na sala com minha mochilinha e esperar na sala vazia. Me toquei que eu deveria procurar alguém, saí lá fora e vi as crianças brincando, mas acho que não socializei muito. Eu devia ter meus 5 anos e estava no Pré I.
Minha professora costumava morder a gente, algo que eu odiava e, além do mais, doía. Entretanto, ainda me recordo do carinho que ela tinha conosco.
Tive um momento de insegurança por não saber o alfabeto ainda, enquanto a sala parecia saber. Recusei o primeiro pedaço do bolo de aniversário de um menino porque fiquei com vergonha, depois espalhei que não gostava de bolo (MENTIRA).
Minha memória me leva às sextas do brinquedo, dia também de cantar o hino - que nunca aprendi -, ensaios de apresentação de dança e eleições de representante de classe. Me toquei que nunca fui uma, a não ser quando esse cargo era representado de acordo com o número da chamada - o felizardo o preenchia somente por uma semana. As pessoas consolando uma criatura que estava triste porque sua melhor amiga não votou nela, mesmo ela tendo votado na amiga.
As classes com, quase sempre, a minoria de meninas, apesar das mulheres serem maioria no mundo.
Incentivei as lutas de papel higiênico dentro das cabines do banheiro (todas entram nas cabines e começam a jogar papel eufóricamente), fechei portas por dentro e depois passei por baixo delas, para que ficassem fechadas sem ninguém dentro. Brincadeiras de "gato-mia" dentro da sala e no anfiteatro, sem maldade, meu ciúmes com amigas e minha incapacidade de andar sozinha. Provas com pura decoreba - que me renderam um momento de palmas e ser tachada de nerd pela professora -, minha mania irritante de bater nas pessoas e a influência de falar palavrão exageradamente.
Apesar de ter sido sempre muito quieta, falava demais. Um dia combinei com uma amiga que ela fosse ao banheiro (fingindo um descontrolável e repentino escorrimento de nariz provocado por um espirro), para que eu fosse depois. Nos encontramos, conversamos e, quando abrimos a porta, estava a professora com a cara dela olhando para nós, como quem diz "AHÁ!".
Nunca tive muitas amigas, geralmente uma só, com quem eu andava pra todo canto.
No dia do Halloween, quando todos se vestiam diferente, houve boatos de que levar mochila era desnecessário. Fui de bruxinha, contente, com a câmera de filme emprestada da minha mãe. Quando cheguei, todos estavam com suas mochilas - só eu não. Felizmente, os cadernos ficavam na sala e peguei um lápis emprestado. As fotos, entretanto, ficaram horríveis e queimadas - mas ainda tenho algumas.
Na aula de inglês, fiz a lição correndo e toda errada - e ainda emprestei pra copiarem -, tudo pra ganhar figurinha da professora. Ela percebeu que copiaram e não deu minhas figurinhas - talvez venha daí minha aversão às aulas dessa matéria.
Constatei com tudo isso que vergonha te faz perder bolo, que esse negócio de representante de sala é útil como iniciação de responsabilidade somente se todos tiverem a chance pelo menos por uma semana, palavrão é feio, não me dou bem com câmera de filme e que, se um dia eu for professora, nunca vou elaborar um sistema onde só os inteligentes ganham figurinhas.
Isso aconteceu por volta dos meus 3 aos 8 anos, antes da terceira série, que fiz em escola pública. Me rendeu boas memórias que ainda vou escrever, mas agora tenho de dormir, porque só me restam dois minutos de férias. (Na verdade, agora -7min).
26 julho 2014
é tão bom
Sinto o tempo escorrer depressa e o futuro chegar cada vez mais rápido. Tento organizar meus pensamentos o mais depressa possível, tudo pra poder impedir isso. Parece impossível retardar esse movimento.
Algo parecido com nostalgia, saudade. Mas como posso sentir saudades de algo que está acontecendo? Talvez somente seja algo parecido. É como se eu soubesse que tudo o que tenho vai acabar, junto ao medo disso acontecer. Viver com medo, no escuro.
Talvez seja culpa, mágoa, inconformidade. Consequência da mudança, da etapa que é finalmente perceber que existem pontos na sua vida e na vida das pessoas que você gostaria desesperadamente de mudar, mas não pode - seu pé está sendo segurado por uma corrente enferrujada presa a uma enorme rocha medamórfica (risos em meio à maré).
Muitos talvezes e poucas certezas.
Estar preso em uma realidade na qual seu cérebro insiste em achar n motivos para que você continue nela ou ultrapassar a linha da zona que te cerca? Se locomover pelo amor ou pela dor?Essas e mais respostas sexta, no Glóbulo Repórter
Não era para ser um questionamento sobre a capacidade de ação, mas acabou que foi. Talvez Freud possa explicar.
Algo parecido com nostalgia, saudade. Mas como posso sentir saudades de algo que está acontecendo? Talvez somente seja algo parecido. É como se eu soubesse que tudo o que tenho vai acabar, junto ao medo disso acontecer. Viver com medo, no escuro.
Talvez seja culpa, mágoa, inconformidade. Consequência da mudança, da etapa que é finalmente perceber que existem pontos na sua vida e na vida das pessoas que você gostaria desesperadamente de mudar, mas não pode - seu pé está sendo segurado por uma corrente enferrujada presa a uma enorme rocha medamórfica (risos em meio à maré).
Muitos talvezes e poucas certezas.
Estar preso em uma realidade na qual seu cérebro insiste em achar n motivos para que você continue nela ou ultrapassar a linha da zona que te cerca? Se locomover pelo amor ou pela dor?
21 julho 2014
"⊙"
Sabe quando você se sente só na calada da noite e teme dormir porque a manhã vai ser fria e a solidão vai parecer mais intensa e menos aconchegante?
É o que eu sinto agora. E estou evitando assuntos ruins para me lembrar só dos bons - mas ainda não tenho certeza se isso deveria ser feito.
A propósito, não tenho noção de tempo.
Pode parecer - e ser - completamente egoísta ter um blog onde tudo o que eu posto tem cem por cento a ver com a vida que eu, em particular, vivo. Entretanto, esse espaço ajuda a suprir o aparente medo ou transtorno que sofro de não conseguir manter uma conversa monopolista.
Quem aguenta me ouvir falar sobre um milhão de links e notícias interessantes (conceito relativo) do último fim de semana? Dos fatos sobre o modo de educação Chinês, Finlandês ou simplesmente do sistema educacional do nosso próprio país?
Pode parecer uma carência profunda de atenção, mas tantas vezes peguei pessoas simplesmente olhando pro outro lado enquanto eu falava de modo empolgado. E quando eu parei progressivamente de falar, nem notaram. Mas eu ouvia.
Ninguém me pediu para ouvir, não é?
Um dos maiores arrependimentos das pessoas prestes a morrer é a mágoa de ter feito algo por alguém e não ter esse esforço retribuído - considerando que foi um movimento não solicitado.
Devo levar mais a sério o conceito de dar sem esperar receber nada em troca. E ter mais autoconfiança também.
"⊙"
THE WORLD IS QUIET HERE.
É o que eu sinto agora. E estou evitando assuntos ruins para me lembrar só dos bons - mas ainda não tenho certeza se isso deveria ser feito.
A propósito, não tenho noção de tempo.
Pode parecer - e ser - completamente egoísta ter um blog onde tudo o que eu posto tem cem por cento a ver com a vida que eu, em particular, vivo. Entretanto, esse espaço ajuda a suprir o aparente medo ou transtorno que sofro de não conseguir manter uma conversa monopolista.
Quem aguenta me ouvir falar sobre um milhão de links e notícias interessantes (conceito relativo) do último fim de semana? Dos fatos sobre o modo de educação Chinês, Finlandês ou simplesmente do sistema educacional do nosso próprio país?
Pode parecer uma carência profunda de atenção, mas tantas vezes peguei pessoas simplesmente olhando pro outro lado enquanto eu falava de modo empolgado. E quando eu parei progressivamente de falar, nem notaram. Mas eu ouvia.
Ninguém me pediu para ouvir, não é?
Um dos maiores arrependimentos das pessoas prestes a morrer é a mágoa de ter feito algo por alguém e não ter esse esforço retribuído - considerando que foi um movimento não solicitado.
Devo levar mais a sério o conceito de dar sem esperar receber nada em troca. E ter mais autoconfiança também.
"⊙"
THE WORLD IS QUIET HERE.
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