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07 janeiro 2016

Vire reto

Acordei com pique pra lavar as roupas sujas da viagem - que até não foram muitas - e acabou que encontrei uma barata no ofurô que a gente usa pra pegar água da chuva. E O QUE FOI QUE EU FIZ? Joguei água na coitada. Pensei "NOSSA, NUNCA VI UMA BARATA NADANDO", mas daí ela morreu. Uma linha de silêncio.

Silêncio Silêncio Silêncio Silêncio Silêncio Silêncio Silêncio Silêncio Silêncio Silêncio Silêncio Silê

Nem dá pra acreditar (dá sim) que já estamos no fim da primeira semana de 2016. O resumo dela, que deveria ser escrito amanhã mas quem liga, é que passei os dois primeiros dias em uma casa que não era minha e, quando voltei, vi tudo alagado - porque as faxinas do meu pai são assim e ele provavelmente limparia a CPU do computador com uma mangueira -, sem contar meu colchão com mijo de cachorro, bleh. 
O terceiro foi dia de ir ao mercado, receber visita, comer sushi (ponto crucial do dia), assistir TV e terminar a noite jogando Creativerse.
Nos que se seguiram, vulgo 4, 5 e 6, filmes teen (inclusive um deles baseado no Clube dos Cinco) e documentários invadiram minha lista do Filmow, segue a lista:

As Virgens Suicidas 
Juno 
Doméstica 
Twinsters 
El Club de Los Imcomprendidos 
Fed Up (selo bem bom de qualidade)

E hoje, quem sabe. 

Segue um post de verdade sobre projetos. Projetos é uma palavra legal, me anima.

10 agosto 2015

Periplaneta americana vs. Homo sapiens


Depois de montar uma cama pra minha mãe junto com meu pai no quarto e mudado quase todos os móveis de lugar sem necessidade e colocado de volta - mesmo com um cortinho maroto incomodante no dedo de limpar as grades do fogão -, estava eu, com os olhos fechados, prestes a dormir.

Eis que algum instinto sobrenatural me faz entrar em estado de alerta: salto da cama e ligo ligo a luz pra encontrar uma barata medonha em cima do criado-mudo. Pensei rapidamente que, se eu matasse ela ali, iria sujar tudo (ninguém iria limpar e eu iria dormir com a barata do meu lado) ou, na melhor das hipóteses, eu iria dormir do lado da cena de um crime. 

Fiz um movimento brusco pra mostrar que aquele território já tinha dona. Grande erro, uma vez que ela foi pra baixo da cama - que fica do lado da parede - e sumiu. Procurei, fiquei remoendo aquele medo de dormir no quarto com ela ainda viva e estava quase desistindo porque, afinal, já era mais de onze horas da noite. Pra garantir, passei um pano com desinfetante verde neon e água e depois um pouco de vinagre debaixo da cama.

Pensei: "Pelo menos vou tirar essa cortina da janela porque vai que ela cai em mim que nem da última vez". Abri a cortina e LÁ ESTAVA ELAAAAAAAA, EM PÉ (NÃO SEI COMO) NO VÃO DA JANELA FECHADA, OLHANDO PRA MIM. Tentei acertar o vão com o rodo, mas ela correu pra parede do lado da minha cama. Peguei o pano, enrolei no rodo e tentei acertar de novo, mas ela correu pra cozinha.

TERRIBLE MISTAKE, SWEETIE. Bati nela com o rodo como quem tem o sangue frio de um líder gângster ameaçado e, quando ela escorregou pra baixo da geladeira e eu não vi, pensei que ela tinha literalmente sumido e tinha ido buscar reforços pra vingança. Depois que tirei ela de lá joguei detergente e vinagre, só pra garantir (ela ficou lá no chão da da cozinha até a manhã do dia seguinte).

Fiquei com dó. Ela não precisava ter sofrido tanto. Tudo culpa da seleção natural.

Ps. Depois desse momento desisti por aquela noite e completamente de ser bióloga;
Ps.2 Estejam avisadas vocês outras sobre o que acontece quando alguém invade meu criado-mudo sem permissão.