12 junho 2016

Gelado gelado gelado ssssssssssssssss

Acho que nunca esteve tão frio a ponto de eu ter uma coberta no meu colo e ainda sim sentir a aura gelada do vento por perto. Meu pescoço está cansado de sustentar minha enorme cabeça (algo que aparentemente acontece quando uso cachecol por bastante tempo) - possível resultado de uma péssima postura ou simplesmente da tensão do frio. A preguiça de fazer qualquer coisa além de assistir filmes o dia todo é enorme e se encontra agarrada no meu pescoço e estirada nas minhas costas (como eu não percebi antes??).

Brené Brown TED TALK


Pensando esses dias exatamente isso: "Por mais que eu lute pra vencer minha insegurança, tem uma parte de mim que luta pra ser invisível."

Para os homens, Vergonha não é um monte de expectativas contraditórias e competitivas. A vergonha é uma só, não ser entendido como o quê? Fraco. Não entrevistei homens nos primeiros quatro anos do meu estudo. E só o fiz quando um homem olhou para mim um dia, apó a sessão de autógrafos, e disse, "Adoro o que você diz sobre vergonha, estou curioso em saber o motivo de não mencionar homens." E eu disse, "Não estudo homens." E ele disse, "É conveniente." (Risos) E eu disse, "Por que?E ele disse, "Porque você diz para nos abrir, contar nossa história, sermos vulneráveis. Mas você vê esses livros que acabou de autografar para minha esposa e três filhas?" Eu disse, "Sim." "Elas prefeririam que eu morresse em cima de um cavalo branco do que me ver cair ao chão. Quando nos expomos e ficamos vulneráveis somos massacrados. E não me diga que isso é coisa de homens, treinadores e pais, porque as mulheres da minha vida são mais duras comigo do que qualquer um."
17:28Então começei a entrevistar homens e fazer perguntas. E o que aprendi foi isso: Mostre-me uma mulher que consiga de fato dialogar com um homem que esteja vulnerável e receoso, e eu lhes mostrarei uma mulher que faz um trabalho incrível. Mostre-me um homem que consiga dialogar com uma mulher que está cheia, que não consegue fazer mais nada, e a primeira resposta dele não é, "Eu esvaziei a lava-louças," ao contrário, ele a ouve de verdade -- porque é tudo o que precisamos --Mostro-lhes um cara que fez um bom trabalho.
18:02Vergonha é uma epidemia em nossa cultura. E para conseguir sair debaixo dela, achar o caminho para nos encontrar, temos que entender como isso nos afeta e como isso afeta o modo como educamos nossos filhos, como trabalhamos, como vemos uns aos outros. Rapidamente, uma pesquisa feita por Mahalik no Boston College. Ele perguntou: O que as mulheres precisam para se adequar às normas femininas? As principais resposta neste país: ser simpática, magra, modesta e usar todos os recursos disponíveis para a aparência. Quando ele perguntou sobre homens, o que os homens neste país precisam fazer para se adequar às normas masculinas, as respostas foram: sempre mostrar controle emocional, trabalho primeiro, busca por status e violência.
18:53Se vamos buscar um caminho para nos encontrar, temos que entender e conhecer a empatia, porque empatia é o antídoto para a vergonha. Se você colocar a vergonha numa placa de Petri, ela precisará de 3 coisas para crescer exponencialmente: sigilo, silêncio e julgamento. Se colocar igual quantidade de vergonha numa placa Petri e dosá-la com empatia, ela não sobreviverá. As duas palavras mais poderosas quando estamos em conflito: eu também.
19:18E então eu os deixo com este pensamento. Se vamos buscar o caminho para nos encontrar, a vulnerabilidade será esse caminho. E sei que é sedutor ficar fora da arena, pois penso que fiz isso a vida toda, e penso comigo mesma, eu vou entrar lá e arrasar quando eu for à prova de balas e perfeita.E isso é sedutor. Mas a verdade é que isso jamais acontecerá. E mesmo se você ficar o mais perfeito possível e mais à prova de balas que puder, quando entrar lá, não será o que queremos ver. Queremos que você entre lá. Queremos estar com você e de frente para você. E simplesmente queremos, para nós mesmos, para quem nos importa muito e para nossos colegas de trabalho, que ousem com grandeza.

4

WOW

Amanhecemos com 4ºC. Confirmei que nenhuma planta queimou (yaaaay, mas as minhas favoritas já faleceram há um tempo) e, infelizmente, nenhuma água que estava no quintal congelou (awwn).



11 junho 2016

Hoje é sábado

9:00 - Acordo. O sono vem quando fecho os olhos e a vontade de viver aparece quando os abro. Vejo que já amanheceu; o vizinho ta fazendo um barulho terrível.

9:05 - Ouso levantar e colocar pantufas;

9:10 - Coloco uma caneca de água pra ferver, ligo o computador e boto pra carregar. Bato a porta bem forte pro vizinho pensar que fez cagada.

9:15 - Lavo o rosto com água do Alasca e vou escovar os dentes e pensar sobre ontem, em frente ao computador. Boto água na caneca e tampo com um prato.

9:20 - Termino de escovar os dentes com um processo que chamo de depilar a língua (se você achou isso nojento é porque não sabe a quantidade de bactérias que tem na sua), passo um creme pra ninguém descobrir que sou uma cobra pelo canto dos meus lábios.

9:25 - Boto um pão na chapa (frigideira que chapa não tenho chapa não), adoço meu chá (o que sempre me faz lembrar Francine do Do Campo à Mesa e seu café sem açúcar).

9:30 - Fui um pouco trouxa e deixei as bordas do pão queimarem, mas nada que não se dê um jeito.
9:35 - Procuro imagens de pão na chapa no Google.


9:40 - Vou fuçar youtube e facebook e encontro:

Nana Queiroz falando sobre como é ser mulher nos EUA;
Filha do Obama se formando;
Morte de Christina Grimmie no G1, O Globo, BBC, CNN,
PMs fizeram vaquinha pra dar comida a pai e filha que tentaram furtar comida;
A ideia de Bill Gates - galinhas como solução para pobreza na África;
Gelo saindo da mangueira em São Joaquim - SC;

Um tempo conhecendo Anna Akana.

10:15
Ok, vamos tirar uns minutos aqui para pensar o porquê de eu estar fazendo isso.


Quando acordei de manhã isso me pareceu com controle sobre meu tempo. Ou simplesmente a possibilidade de fazer contas no fim do dia e jogar na minha própria cara que a vida não está passando mas sim eu estou passando a vida. 
Consumindo mais carboidratos e menos proteínas e gorduras do que deveria, eu me encontro em estado de calamidade pública quando vejo que não tenho força nem pra carregar um galão de 20 litros de água com facilidade. E digo isso comendo três Bis. Três Bises. Treses Bis. Trezentos Bises.

Estou responsável não somente por mim, mas também por aqueles que um dia eu tive, tenho ou terei chance de fazer parte da vida e causar qualquer impacto.

Claro que isso não quer dizer PASSE 100% DO SEU TEMPO PRODUZINDO IMPACTO mas quem sabe FAÇA NO MÍNIMO ALGO POR VOCÊ. CASFKLNSAFRALHO.

10:35 - Abro o Spotify pra treinar aquele inglês.
Coldplay - Viva la Vida
Don't Stop Believin'

Tão frio que meus dedos estão doendo, mesmo com uma meia e uma pantufa, duas calças, duas blusas de frio e duas finas, um cachecol e cabelo de Xena.

11:00 - Hora de esquentar. Limpando coisas.

12:15 - Qualquer calor foi perdido quando enxaguei palmilhas e cadarços.

14:05 - Pausa pra comer batata cozida.

VOU CONHECER FRIENDS

Como fiz um episódio de 20 minutos durar 50? Eis um mistério.

15:00 - Acabei de baixar um livro com 1213 páginas

Chá com bolacha
Chá com bolacha
Chá
Chá
Chá
Chá com bolacha

17:00 - A água do Alasca atinge temperaturas inéditas. Acabei de provar uma bala com gosto de fumaça.

20:05 QUEM TÁ CA RUELA DUENO
Bucho cheio e uma estante organizada MA-RAVILHOSA.
Disposição maior agora do que quando acordei.

20:40 - Engraçado como tem alguns cantos da casa que nós nem reparamos, do nada eles aparecem e desperta um sentimento tipo onde eu to e flashbacks dos momentos ali dentro começam a passar na cabeça.

22:25 - Dreams sweet dreams

09 junho 2016

"Test ideas by experiment and observation, build on those ideas that pass the test, reject the ones that fail. Follow the evidence wherever it leads and question everything."

02 junho 2016

Apenas mais uma rápida constatação

Já faz umas duas semanas que derrubei uma garrafa de azeite DE VIDRO cheia pela metade no chão e até hoje sinto o cheiro de azeitona em mim. Espero que seja psicológico.

Enquanto eu limpava todo aquele óleo do chão, da bancada, dos legumes, do pote de sal e dos meus pés, pensei no quão uma pessoa pode ser desastrada a ponto de já ter um histórico de derrubar potes de vidro cheios e todo o conteúdo do liquidificador em tão pouco tempo de vida e menos tempo ainda participando do trabalho de uma cozinha doméstica.

A falta de coordenação motora é a culpada disso, eu sei! Foi a primeira constatação. A segunda veio mais tarde: ver pessoas com posturas perfeitas.

Somos animais bípedes. Temos inúmeros problemas de coluna ao longo da vida. Por que eu não tenho aquela postura? Será medo psicológico de transparecer, hmmmmmm, digamos, segurança?

Eis os fatos que se seguiram a estes questionamentos:

Tentei manter uma postura decente. Provavelmente falhei, porque a de agora parece muito com a de uma rã.

Essa experiência também libertou debates internos sobre exercícios, algo que realmente poderia vir a calhar.

E sim, eu preciso ter mais fluidez de pensamentos. SOCORRO. Preciso me libertar desse código morse.

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Como manter a consciência do agora???????

Uma dinossáurica questão que me faço de tempos em tempos. 

Aquelas bacias em que Dumbledore organiza os pensamentos deveriam ser vendidas em todos os mercadinhos de bairro, distribuídas em todos os postos de saúde.