11 outubro 2014

Xuros

Finalmente acertei em uma receita.

Hoje acordei bem tarde pro normal, nove e meia. Depois, algo na minha cabeça disse "FAÇA AGORA, SE NÃO DEPOIS VAI FICAR COM PREGUIÇA", então peguei uma receita de churros no Tudo Gostoso, fiz o beijinho de sempre com uma lata de leite condensado que estava aberta jogada na geladeira e provavelmente ninguém iria comer nunca mais e comecei a medir os ingredientes pra não me arrepender de novo de ter feito algo que precisa fritar.

Então, eis o que saiu:

Com ajuda de uma daquelas canecas de sopa/chá, 200ml de água entrarão em uma panela média. Depois da caneca seca do um pano de prato, ajudará a mesma quantidade, agora de farinha de trigo normal, sem fermento, a entrar no recipiente.

Depois, uma colher de sopa de açúcar, uma colher de sopa e manteiga e uma colher de sopa de sal. 
E FOI AI QUE EU ERREI, PORQUE ESQUECI DE DIVIDIR A RECEITA PELA METADE. FICOU BOM, PORÉM, MAIS SALGADO DO QUE DEVERIA ESTAR.
O correto seria meia colher de açúcar um tanto generosa, meia colher de manteiga um tanto generosa e meia colher de chá de sal, nem tão generosa assim.

Em fogo médio, a mistura de água + manteiga + açúcar + sal vai ficar totalmente líquida, e então entra a formosa farinha de uma vez, sendo essa mistura mexida bem rapidinho e cozida até ficar homogênea, firme e desgrudando totalmente da panela.

Claro que a panela, se não for antiaderente, pode ficar horrível. Quando a massa estiver pronta deve ser deixada em um recipiente a parte e a panela, que vai receber uma mistura de água e detergente, será colocada no fogo e todo o fundo de massa grudada, com a ajuda de uma colher, vai se amolecer e soltar.

A parte tensa vem agora: fritar. O óleo, além de ser ruim pra saúde (descobri que, conforme reutilizamos esquentando ele, o teor de gordura trans sobe), é perigoso e pode desandar tudo, por isso todos os seus segredos devem ser desvendados antes de manuseá-lo. Nem sempre da pra saber tudo sobre ele, então pelo menos se esquivar dos seus ataques.

As bolinhas de massa se transformarão em cobrinhas bem fininhas e compridas e menos de um dedo de óleo, em uma panela grande, vai esquentar bem em fogo médio-alto. Quando uma parte miúda da massa entrar em contato com o óleo e começar a fritar, é hora de jogar as cobrinhas (ou nematoides), duas por vez. Ao serem giradas, vão tomar cor e, quando bem douradas, serão jogadas em cima do papel toalha.

Jogadas ao açúcar e canela, com brigadeiro, leite condensado, doce de leite, beijinho, vão suprir o vazio existencial de toda uma geração.

Ps: o churros normalmente tem um aspecto de massa crua por dentro.

07 outubro 2014

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Estranho como certas vezes não há nada para sentir.

Tudo o que fiz esses últimos dias foi esperar tudo passar - as aulas tediosas em particular. Nada foi muito emocionante ou significativo. Claro que existir é algo com sua própria magia e glorificação, mas é um grande desperdício de vivacidade existir desta maneira.
Quando se vive constantemente focado em seu Eu interior, tudo parece extremamente comum e voltado a realidade presente. Parece que todo o diferente e possível some das vistas, como se o que todo o mundo fosse uma enorme ilusão. Temos de nos relembrar constantemente: isso é água. Isso é água.

Acho que a rotina nos faz perder essa capacidade de se dar conta de isso é água.


Deixando a parte reflexiva da vida um tanto para o lado, gostaria de procurar energia - parece que a minha se esvaiu e nem sei como recuperá-la. Parei de escrever por um tempo e parece que minha velha forma de escrever frases duras, sem sentimentos e chatas voltou (ou nunca tinha ido embora).

Para falar a verdade, não sei o que escrever aqui. A apatia é grande.

Para falar a verdade, considero esse ano um grande fracasso. Apesar de ter tido meus 20 segundos de coragem insana, ter começado a ter uma certa independência das pessoas (ainda insuficiente, diga-se de passagem), ter meu tempo tomado com algum lugar para estar - o que me prepara para algum desses planos de futuro que algumas pessoas consideram normal e ideal -, sinto que não fiz quase nada por mim. 

Lembro quando tinha um vício magnético grau 7 em computador e meu cérebro me deixava ansiosa para voltar, porque se não voltasse iria perder algum detalhe e isso seria horrível. 

Isso tudo vale a pena?

Vale a pena ignorar o mundo pra terminar um algo que alguém te cobra e você não gostaria de fazer? Vale a pena deixar de passar tempo com pessoas porque não pode parar? E vale a pena estar constantemente em movimento, porque se parar as coisas mudam sem você perceber?

Um grande desejo pela humanidade é que todos vivessem de acordo com suas aptidões, que todos identificassem aquilo que realmente amam e explorassem toda a sua capacidade naquilo que fazem. Isso sim seria um intenso sabor de liberdade.


Engraçado como eu enjoo do que escrevi quando releio. Mas me recuso a apagar.

Testando

Faz um bom tempo que não venho aqui.

Por mais que as provas tenham tomado grande parte do meu tempo e da minha energia, acho que me esqueci um pouco de como é escrever para mim mesma, tomando um tempo para me organizar e entender o que se passa dentro de mim.
Meu, Minha, Me, Mim. Eu.
Perdi a prática de como escrever sobre o mundo em primeira pessoa de forma não tão egoísta.

Tenho levado a vida como quase todo mundo: dia após dia, esperando acabar. O fim não seria da vida em si, é claro, mas o momento em que você almoça para se manter vivo, se mantém acordado pra não levar bronca do seu chefe/professor, mantém uma posição de tortura por necessidade de alcançar algo que nem sempre existe.
A única coisa que me faz viva no momento é a volta das séries e a descoberta do MasterChef. Pode parecer ridículo, mas depois de tanto tempo fazendo algo que simplesmente não me proporcionava nenhuma diversão e muito estresse desnecessário, isso ajudou.


Arnaldo Antunes - Contato Imediato

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZOgeWOds-Ek

13 setembro 2014

Então chega aquele momento.

Os últimos dias têm sido presentes - não aquelas meias que a gente recebe de presente,  no sentido de presença. As vezes me culpo por estar vivendo rápido demais e acabar perdendo momentos da minha vida e, estranhamente, quando um questionamento aparece,  tudo parece andar menos depressa e ter mais significado.

Em meio a várias tretas de escola, barulho ensurdecedor e falta de compreensão,  coloquei meus tampões de ouvido e comecei a me afastar do mundo de forma suave e compensadora.

I can't think

10/09/2014

Faz muito tempo que não me dou o luxo de escrever livremente, sem compromisso de tirar mais de 2,5/5 em uma prova ou entregar uma redação em dia.

Com uma crise de rinite violenta e um calor arrebatadoramente repentino que deixa tudo em câmera lenta, a manhã foi uma das mais ausentes da minha vida.

12/09/2014

Já não sei mais o que estou fazendo ou o porquê de estar fazendo o que estou fazendo.

Sartre seguia a linha de pensamento que apontava que nossa liberdade de escolha, a consciência da responsabilidade sobre nossas decisões nos deixa angustiados constantemente - a ciência de que, por si só,  decide sua vida e o meio.

Clóvis de Barros Filho traduz a felicidade como aquele momento em que você deseja que dure mais um pouco,  ao contrário daquela vida onde se espera pelo fim de tudo. A potência de agir vem em acordo com aquilo que lhe dá prazer.

E eu, pensando cá com meus botões, interpretei essa potência de agir como consequência da escolha "certa" - que influenciou sua vida e seu meio de maneira positiva.

~bocejo~

Pois então.

13/09/2014

Faz muito tempo que eu não me sinto feliz.

A dor de cabeça leve e os olhos ardendo não passaram ainda.



29 agosto 2014

As noites de sexta-feira são infinitas

Clima acirrado nas eleições.

Faz um bom tempo que não venho pro blog despejar qualquer tipo de baboseira que me passam pela cabeça.  Em parte,  quer dizer que não estou tão necessitada de um tempo de autoconsciência - o que pode ser bom pelo aparente equilíbrio e ruim se realmente só aparente. Já a outra parte quer dizer que encontrei algo que ocupe minha mente e me atrai a atenção - um objetivo uma esperança.

Minha última reflexão diz respeito às palavras - pense só.  Uma vez que, desde o nascimento, somos estimulados pelo nosso idioma e nosso alfabeto,  estamos limitados a eles. Saudade é a sétima palavra mais difícil de traduzir no mundo - identifica a falta que sentimos de algo ou alguém que se perdeu no tempo -,